O MBA em Gestão de Projetos da USP – FUNDACE – Ribeirão Preto gerou este artigo do aluno Wellington de Souza Amorim.
A profa. coordenadora do curso Dra. Silvia Inês Dallavalle de Pádua foi coautora.
Resumo: Este artigo analisa como o framework Cynefin pode otimizar a gestão estratégica de stakeholders e influenciar a seleção de metodologias de gerenciamento de projetos no desenvolvimento do sistema de pagamentos instantâneos (PIX) no Brasil. A pesquisa parte da premissa de que a criação do PIX ocorreu em um ambiente de alta complexidade, exigindo abordagens adaptativas capazes de equilibrar governança, inovação tecnológica e pressões regulatórias. Para tanto, foi realizada uma análise documental de relatórios oficiais do Banco Central, normas regulatórias e literatura especializada em gestão de projetos e inovação. Os resultados apontam que a aplicação do Cynefin permitiu identificar a natureza multifacetada do problema: elementos claros e complicados, como requisitos técnicos e normativos; contextos complexos, como a articulação entre bancos, fintechs e sociedade; e aspectos caóticos, evidenciados pela rápida adesão e pela redefinição da concorrência no setor financeiro. A análise demonstra que a governança adaptativa foi decisiva para articular múltiplos stakeholders, enquanto o sensemaking sustentou a adoção de metodologias ágeis e híbridas. Conclui-se que o Cynefin não apenas enriquece a prática de gestão de stakeholders, mas também contribui para o avanço teórico no campo de projetos em ambientes complexos, sendo relevante para pesquisadores e gestores de políticas públicas.
Palavras-Chave: Cynefin; Gestão estratégica de stakeholders; Complexidade; Metodologias de projetos; Sistema de Pagamentos Instantâneos (PIX).


