Este artigo foi publicado a partir do desenvolvimento do artigo realizado na disciplina que lecionei no Mestrado da PMMG.
Os autores principais foram: Carla Fernanda Cruz e Rubens Sena Moreira
RESUMO: O estudo explora a interseção entre segurança pública, gestão do conhecimento, inteligência de segurança pública e o metaverso. Destaca-se como um recurso estratégico para aprimorar a eficácia das forças de segurança, enquanto o metaverso, um ambiente online tridimensional imersivo, redefine interações sociais e econômicas, mas também gera metacrimes. A problemática central aborda a inadequação dos modelos tradicionais de segurança pública e GC para lidar com os desafios únicos dos metacrimes no metaverso, evidenciando uma lacuna em arcabouços legais e capacidades policiais. O objetivo geral é demonstrar a importância da gestão do conhecimento produzido pela ISP, sob a ótica das Ciências Policiais, como estratégia para antecipar, prevenir e combater crimes violentos no metaverso, focando em inovações e resultados para a segurança pública digital. A metodologia adotou abordagem exploratória, qualitativa e quantitativa, com revisão bibliográfica e documental, incluindo uma revisão sistemática da literatura. Os resultados principais indicam que o metaverso cria novas oportunidades para metacrimes, que a INTERPOL categoriza em sete tipos, como cibercrime, crimes financeiros e sexuais. Esses metacrimes apresentam desafios singulares para a atuação policial, como a ausência de marcos legislativos adequados (notadamente no Brasil sobre IA na segurança pública), questões de responsabilidade e anonimato de avatares, e dificuldades no tratamento de evidências. A adaptação de marcos legais de cibercrime também é considerada. Em conclusão, a premissa de que a gestão do conhecimento e a inteligência de Segurança pública são cruciais para o desenvolvimento de estratégias e soluções eficazes no policiamento do metaverso é plenamente confirmada, sendo sua atuação conjunta fundamental para otimizar a segurança pública na sociedade digital.
PALAVRAS-CHAVE: Cibersegurança; Inteligência de Segurança Pública; Epistemologia Policial; Tecnologias Imersivas; Governança Digital.


